A Infinita Highway

O PROJETO QUE COMEÇOU EM 2009 COMO UMA IDEIA, TOMOU FORMA E FORÇA A PARTIR DE MARÇO DE 2010 E […]

O PROJETO QUE COMEÇOU EM 2009 COMO UMA IDEIA, TOMOU FORMA E FORÇA A PARTIR DE MARÇO DE 2010 E TEVE SEU INÍCIO EM 13 DE FEVEREIRO DE 2011 SOFREU MUITAS ALTERAÇÕES ATÉ HOJE, MAS PARA NÓS CONTINUA SENDO NOSSA INFINITA HIGHWAY!

O começo

Bem, podemos dizer que o começo foi em 2009, quando sentimos que era a hora de fazermos uma grande viagem. Estávamos insatisfeitos com viagens de apenas um mês por ano, queríamos algo mais intenso! Apesar de termos sempre pensado nisso, nunca tínhamos sentado e discutido a respeito do assunto. Até que um dia veio a ideia: que tal percorrermos todas as Américas de carro? Afinal de contas, seria tudo novidade, já que ainda não conhecíamos nenhum país do nosso continente. Logo em seguida, vieram as perguntas: é possível? Será que alguém já fez isso? Quanto custaria? Foi muito inspirador e tranquilizante saber que outros viajantes já tinham feito longas viagens pelas Américas, cada um à sua maneira, mas todos com experiências para compartilhar. Não conseguimos organizar a viagem de imediato, pois estávamos concentrados em nossa viagem ao Egito no fim daquele ano.

A preparação

Nossa programação começou de fato em março de 2010, quando passamos a juntar toda grana que podíamos, ler, pesquisar, montar um roteiro, comprar equipamentos e preparar toda a documentação necessária. Para nós, uma única coisa estava certa naquele momento: partiríamos em nosso Troller em 13 de fevereiro de 2011 numa viagem pelas Américas, o que nos dava um ano para preparar tudo da melhor forma possível! Tivemos também que preparar as famílias, dar a notícia aos amigos e comunicar no trabalho. E, apesar das diferentes reações, o apoio e a ajuda de todos foi incondicional.

O nome da expedição, assim como a escolha do veículo, foi fácil dentro de um universo de coisas mais complicadas para decidirmos. Apaixonados pela música Infinita Highway dos Engenheiros, decidimos adotar o mesmo título para nossa viagem, pois o nome definia bem os nossos ideais.

Traçar a rota, sim, foi uma tarefa muito difícil, pois, quanto mais pesquisávamos sobre os países, mais tínhamos vontade de conhecer todos eles. Decidimos ir de um extremo ao outro. A ideia era partir de Niterói, Rio de Janeiro, à cidade de Ushuaia no extremo sul da Patagônia, na Argentina. De lá, subir até o povoado de Prudoe Bay, no extremo norte do Alaska, passando por 20 países em 15 meses. Procuramos nos planejar o máximo possível, mas é claro que as coisas mudam e que nos demos a liberdade de mudar de direção a qualquer hora e momento, e, sem dúvida, sabemos por outras viagens que é bom que as coisas mudem mesmo.

Sabemos aonde queremos chegar, mas é o próprio caminho que nos diz até onde podemos ir!

A partida

Finalmente o dia 13 chegou. Deixamos nossos trabalhos uma semana antes e na noite do dia 12 nos reunimos com nossos familiares e amigos. Nossa rota estava “toda” traçada: o primeiro destino era Curitiba, depois estaríamos em algum lugar entre Ushuaia e Prudhoe Bay!

As mudanças

Até Ushuaia a rota saiu como planejada, conseguimos cumprir o cronograma e assim evitar as temperaturas severas daquela região. Depois desse ponto tudo, ou quase tudo, foi improvisado e cheio de surpresas.

Na Colômbia, decidimos mandar o carro direto para os Estados Unidos e deixamos para conhecer a América Central na volta.

O que aconteceu depois disto? Bem, rodamos seis meses pela terra do tio Sam, ficamos no México outros cinco e, em vez de seguirmos para o sul, voltamos para os Estados Unidos por mais cinco meses e depois enviamos o carro para a Europa. Reencontramos amigos, tivemos dores de cabeça com o envio do carro para lá, até que, enfim, pegamos a estrada de novo em novembro de 2012.

Os prazos e destinos já não eram importantes, em vez de 15 já eram 21 meses de viagem e parecia que tudo ia conforme o esperado, até que surgiu um pequeno feijão em nossa história chamado Artur. Três meses pela Europa e um acontecimento que mudou tudo: voltamos para a família e os amigos no Brasil para termos nosso filho!

Mandamos o carro de volta e o retiramos na Argentina. E a jornada do Troller conosco acabou, pois com as mudanças surgiram novas necessidades.

Já se foram mais de dois anos desde que voltamos, nos reestabelecemos, nos adaptamos às novas rotinas – bem, mais ou menos –, mas o sonho de continuar viajando pelo mundo persiste. Sentimos que está chegando a hora de ir outra vez, mas agora sem rotas, sem planos, sem perspectivas, sem intenções, apenas rumo ao encontro do novo!

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